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Os profissionais de marketing on-line realmente precisam temer uma onda de desintoxicação digital?

Um artigo recente do New York Times começou afirmando que saímos da fase de lua de mel da era digital. Uma análise mais detalhada das estatísticas sugere que estamos apenas no segundo encontro.

Há de fato uma desintoxicação digital em andamento? A desintoxicação digital, ou seja, abster-se do uso de telefones celulares e outras tecnologias, tem sido aclamada como uma mania crescente. De limitações de apps e celulares simplórios a “limpezas” de 30 dias, há diversas técnicas disponíveis para ajudar as pessoas a se desconectarem da tecnologia do século 21 com o intuito de se reconectarem às vidas off-line. Cadeias de hotéis para desintoxicação digital entraram em operação, onde os celulares dos hóspedes são trancados pela equipe do resort. Este artigo do New York Times é uma das muitas peças que alertam sobre os reflexos na indústria de publicidade digital. No entanto, uma análise das estatísticas revela um quadro bastante diferente.

Existem muitas razões para reduzir o uso de tecnologia e muitos relatos positivos de pessoas que obtiveram sucesso nessa empreitada. Um estudo demonstrou que 8 em cada 10 pessoas acharam a experiência libertadora. Cada vez mais, os profissionais de saúde aceitam a existência de vício em celular, bem como conexões entre problemas de saúde mental e muito tempo on-line — em particular, o tempo gasto no uso de apps de mídia social.

Por esses motivos apenas, não devemos dissuadir as tentativas de viver um estilo de vida mais off-line. No entanto, a pergunta continua: existe realmente uma mania crescente pela qual os profissionais de marketing digital devem se apressar para tomar medidas? Ou, como concluiu uma pessoa que não conseguiu passar pela desintoxicação digital, nossas vidas já estão “inexplicavelmente muito conectadas à Internet”?

Efeitos na publicidade digital

Um estudo recente encomendado pela Hearts & Science monitorou como 2.444 americanos usavam seus dispositivos móveis. Durante um período de 14 meses, eles descobriram que 64% dos participantes reduziram o uso de apps de cinco horas por dia para quatro.

Os resultados suportam amplamente a teoria de um crescente sentimento de fadiga tecnológica. As versões mais recentes do iOS da Apple também fornecem aos usuários uma maior conscientização do tempo gasto em apps, além de oportunidades para limitar seu uso.

Segundo o estudo, este recuo dos dispositivos móveis poderia ter…

“…grandes implicações para profissionais de marketing e modelos de negócios digitais que dependem da captação de atenção […] menos tempo gasto com dispositivos móveis significa menos chances de alcançar os consumidores nesses dispositivos, aumentando o custo da publicidade mobile no curto prazo e forçando os profissionais de marketing a repensar onde e como gastar dinheiro em publicidade no longo prazo.”

Quem procura pela desintoxicação digital?

A desintoxicação digital não é um fenômeno novo — os primeiros relatos da mídia sobre o assunto foram publicados há uma década. Em 2016, o regulador de mídia do Reino Unido Ofcom informou que 4 em cada 10 cidadãos britânicos estavam preocupados com o uso da Internet e mais de um terço havia tentado alguma forma de desintoxicação digital. Depois de pesquisar mais de 4.000 pessoas no Reino Unido e nos EUA, o Global Web Index descobriu que esse número havia aumentado; 7 em 10 tentaram moderar seu consumo digital.

Os millennials são a geração com maiores chances de tentar uma desintoxicação digital

É importante observar três pontos sobre esses resultados. Em primeiro lugar, aqueles que tentam a desintoxicação digital geralmente não são bem-sucedidos. Em segundo lugar, os resultados refletem apenas os países mais desenvolvidos; o uso da Internet nos países em desenvolvimento está em disparada. E em terceiro lugar, a desintoxicação digital não é um fenômeno claramente definido.

30% dos entrevistados não estava preocupado com o uso da Internet. Enquanto 19% dos entrevistados tentou realizar uma “desintoxicação” completa. A maioria (51%) se enquadra na categoria intermediária que afirma seguir uma “dieta digital”. As pessoas que tomaram medidas para restringir o uso através da limpeza de apps (37% haviam excluído um app no último mês), realizando micro-desintoxicações (35%), desativando notificações (24%), colocando os celulares para fora dos quartos (23%) e/ou limitando o consumo digital a funções mais necessárias (27%).

Pontos-chave: “Não entre em pânico. Ajuste-se.”

É inevitável que ocorram mudanças nas tendências digitais, mas elas devem ser entendidas no contexto — não como parte de um cenário apocalíptico, mas como parte da próxima evolução da Internet. Um mercado em mudança oferece novas oportunidades para o marketing criativo — basta olhar para a variedade de apps criados para ajudar as pessoas a reduzir o uso de apps ou para as grandes empresas de tecnologia que se autopromovem ao defender estilos de vida com menos tecnologia. Como este anúncio da campanha “Get Real” da HP:

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Aqui estão quatro maneiras de vencer a competição e ser bem-sucedido:

  1. Anúncios de alta qualidade. Se seus anúncios tiverem apenas uma fração de segundo para causar impacto e você não puder confiar na frequência do anúncio com os usuários da desintoxicação digital, você precisará investir em anúncios de alta qualidade. Aconselhamos constantemente os clientes sobre como criar anúncios de maior impacto. Especialmente para campanhas que possuem mercados estrangeiros como alvo e que exigem localização de anúncios. O tempo extra gasto nessa fase compensa com melhores resultados de conversão e campanha.
  2. Teste novos canais de aquisição. O social e a pesquisa estão saturados com o custo por aquisição subindo continuamente a cada ano. Canais menores alternativos de aquisição de usuários mobile podem te ajudar a alcançar públicos-alvo alternativos e a chegar onde os concorrentes ainda não estão.
  3. Use o off-line. Sim, leve a sua campanha para o mundo real para se afastar dos canais digitais barulhentos. Inspire-se com essas 25 campanhas criativas off-line.
  4. Ofereça alto valor por minuto. Com tempo limitado, usuários e clientes retornam apenas aos produtos e soluções que agregam valor real e de forma rápida. As pessoas não gostam de apps e sites mobile lentos e não voltarão a comprar se a primeira experiência não for boa.

Detalhamento da porcentagem dos elementos de publicidade

Seja desintoxicação digital, dieta digital, minimalismo digital ou bem-estar digital, não irá afetar significativamente os profissionais de marketing (e equipes de produtos) que se concentram na qualidade, velocidade, criatividade e em colocar a experiência do usuário em primeiro lugar.

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